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NOTÍCIAS

12/06/2020

Portadores de doenças cardiovasculares são mais suscetíveis a complicações do novo coronavírus.

Os pacientes com doenças cardiovasculares estão em um grupo específico de maior risco para desenvolver uma forma mais grave da doença ocasionada pelo novo coronavirus, assim como portadores de outras patologias crônicas, como diabetes mellitus e doenças pulmonares.

“A infecção pelo vírus leva a uma série de alterações no organismo que podem culminar com o desequilíbrio das doenças cardiovasculares pré-existentes. Pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica, insuficiência coronariana, insuficiência cardíaca e outras, apresentam alterações do sistema imunológico e tendem a manifestar um estado inflamatório crônico do organismo que pode colaborar com uma evolução mais agressiva da infecção viral”, explica o Dr. Luciano Trindade, cardiologista do Hospital Albert Sabin de São Paulo.

Tais pacientes precisam manter seu acompanhamento clínico regular, como realizado antes da pandemia. O ideal é que esses pacientes façam contato com seu médico e se informem sobre consultas de rotina, exames e medicamentos.

Importante salientar que a infecção pelo novo coronavírus pode, independente do paciente ser portador ou não de cardiopatia prévia, desenvolver um quadro de inflamação do músculo cardíaco, chamada miocardite, que pode evoluir de forma rápida para uma insuficiência cardíaca, culminando muitas vezes em choque cardiogênico. “Nesses casos, existe o risco da inflamação do pericárdio, que é uma membrana que envolve o coração. Chamada pericardite, pode acarretar o aparecimento de arritmias cardíacas e, em casos mais graves, o infarto agudo do miocárdio”, adverte o médico.

Pacientes cardiopatas que apresentem quadro viral devem ter atenção redobrada, pois, não é incomum se apresentarem nas unidades de emergência com sintomas cardiológicos, porém, tendo a infecção pelo novo coronavírus como fator precipitante. Muitas vezes, os sinais de infecção não são claros e demandam maior atenção dos profissionais de saúde.

“Portanto, devido à alta taxa de contágio do novo coronavírus, assim como o risco de uma evolução mais crítica, as medidas de isolamento social e de higiene pessoal devem ser prioritárias nesse grupo de pacientes”, finaliza o Dr. Trindade.

Fonte: MCAtrês