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NOTÍCIAS

25/09/2019

O caminho para a tão desejada longevidade.

Desde a antiguidade, a longevidade é uma das grandes obsessões do ser humano. Na Roma Antiga, por exemplo, a expectativa de vida era de apenas trinta anos de idade. No Brasil atual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer, em 2019, é de 80 anos para mulheres e de 73 anos para homens. Esse gigantesco salto foi dado graças às modernas práticas de saúde, incluindo-se qualidade de saneamento básico, incansáveis pesquisas em fármacos e diversas outras práticas.

“Quando trazemos o conceito de longevidade para nossa vida prática, observamos que há a necessidade de ajustá-lo. Viver muito é algo importante, mas não está apenas relacionado com o tempo em anos, mas com os momentos que vivemos. Longevidade é garantir, além do tempo de vida, a oportunidade de vivermos os momentos que realmente julgamos importantes, como por exemplo o casamento dos filhos, graduação, nascimento de netos e outros momentos significativos” esclarece o Dr. Kaue de Cezaro dos Santos, Coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Albert Sabin.

O médico explica que o caminho para a longevidade parte de um tripé que consiste em saúde física e emocional, inserção no ciclo social e satisfação pessoal. “Precisamos garantir uma rotina balanceada com tempos adequados para nós, nossa família, nosso trabalho e nosso ciclo de amizades. É claro que há dificuldades para ajustar essa balança, sendo comum um sobressair sobre o outro em certos momentos, porém tal situação deve ser passageira e com planos para resolução. Viver os momentos que a vida nos proporciona é fundamental. Consultas regulares e medicações, quando necessário, garantem a oportunidade de viver os melhores momentos da vida”, diz.

Estudos da ONU, realizados no Brasil, indicam que em 1990 apenas 240 brasileiros tinham 100 anos ou mais. O equivalente a menos de duas pessoas a cada milhão de habitantes. Em 2000, o número de centenários passava de 600, uma proporção de 3,6 por milhão. Após 10 anos, eles eram quase 2,8 mil pessoas. Ou 14 por milhão. Em 2020, ainda segundo a ONU, pouco mais de 23 mil brasileiros farão parte desse grupo. Serão 109 centenários a cada milhão de pessoas. Ou seja, de cada 9 mil habitantes, um terá 100 anos ou mais.

Hábitos como tabagismo, etilismo, uso de drogas, trabalho excessivo e obesidade são reconhecidos como causadores de múltiplas doenças que minam a capacidade do indivíduo de viver muito e bem. Contudo, é preciso reconhecer as oportunidades de viver verdadeiramente cada momento, respeitando as pausas que a mente e o corpo necessitam e nunca deixar a chance de se cuidar para trás.

“Na minha opinião, a melhor definição de longevidade de vida é do grande literato e músico brasileiro Vinicius de Morais: E a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais”, conclui poeticamente o Dr. Cezaro.

Fonte: MCAtrês