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Notícias

08/10/2019

A escolha entre o pronto atendimento e a consulta médica ambulatorial.

O pronto atendimento, ou pronto socorro, surgiu da necessidade de atender rapidamente as pessoas em situações emergenciais. Porém, por contar com a maioria das especialidades e estar disponível 24 horas por dia, muitas vezes ele é usado em substituição ao consultório médico, o que não é o ideal.

“O pronto socorro existe para controlar ‘incêndios’, ou seja, momentos em que uma doença crônica descompensa ou há o desenvolvimento de uma doença antes desconhecida”, explica o Dr. Kauê de Cezaro Santos, Coordenador Geral do P.S do Hospital Albert Sabin.

Já a consulta médica ambulatorial permite tempo para discussão, desenvolvimento de identidade e descobertas, por parte da equipe médica, das preferências individuais de cada paciente. Isso é fundamental para a construção de uma linha de cuidado longitudinal, mais bem esquematizada e, consequentemente, mais individualizada.

O pronto atendimento, pelo fato de o médico não possuir vínculo com o paciente e, por sua vez, não conhecer seu histórico médico, nem sempre consegue oferecer um diagnóstico detalhado. Outro problema é que a procura excessiva pelo pronto atendimento por questões sem a gravidade das urgências e emergências pode prejudicar os casos que realmente precisam de atenção naquele momento.

“Vivemos na sociedade drive-through, porém a saúde vive um tempo individual. Demoramos muito para entender que a nossa saúde não pode ser igual a filosofia fast food”, adverte o Dr. Cezaro.

Uma boa dica de quando procurar o pronto atendimento ou marcar uma consulta médica, segundo o Dr. Cezaro, é a seguinte: se a queixa do paciente for de longa data, o correto é agendar uma consulta médica ambulatorial. O pronto socorro deve ser utilizado somente em situações em que realmente o paciente, por razões exclusivas da gravidade da doença, não pode esperar o agendamento de uma consulta.

“Os profissionais do pronto atendimento estão sempre dispostos a atender os doentes e esclarecer suas dúvidas, mas é de suma importância que os pacientes não graves avaliem se de fato há a necessidade de ir ao hospital naquele momento ou se podem marcar uma consulta posteriormente”, finaliza.

Fonte: MCAtrês