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NOTÍCIAS

17/03/2022

Acompanhamento médico pós-covid

A pandemia causada pelo coronavírus infectou mais de 450 milhões de pessoas em todo o mundo e, segundo estudos da Penn State College of Medicine, dos Estados Unidos, aproximadamente 50% deverão sofrer com algum tipo de sequela em até seis meses após a recuperação.

Preocupada com o bem-estar de seus pacientes, a HAS Clínica reuniu um time de médicos, das mais variadas especialidades, para explicar essas consequências trazidas pela pandemia.

O Dr. Adriano Luiz Guerra, cardiologista da HAS Clínica, diz que a infecção viral por Covid-19 pode trazer sérios efeitos para alguns órgãos, como alterações estruturais, inflamatórias, elétricas e vasculares. “Do ponto de vista cardiovascular, em íntima relação com o aspecto pulmonar, os maiores sintomas relatados e referidos pelos pacientes são: a falta de ar ou dispneia, as palpitações cardíacas e a dor torácica”, explica o médico.

“Cefaleia, tonturas, esquecimento e formigamentos são outros sintomas de pós-infectados, contudo, até o momento não há comprovação de lesão direta do vírus no sistema nervoso”, explica o neurologista Felipe Saad.

Já a parte vascular, durante uma infecção ativa pelo COVID-19, é muito afetada devido ao risco de trombose gerado por um estado de hipercoagulabilidade, ou seja, o aumento da chance de formar coágulos no sangue. “Essa trombose pode afetar tanto as artérias como as veias, mas houve um aumento significativo principalmente da trombose venosa profunda (TVP), conta a Dra. Amanda Abe, médica vascular.

Na especialidade de otorrinolaringologia, os sintomas mais observados foram a perda ou distorção do olfato. Segundo o Dr. Fernão Bevilacqua, otorrinolaringologista da HAS Clínica, cerca de 95% dos pacientes tiveram melhora espontânea, sem a necessidade de medicamentos. “Porém, os 5% restantes tiveram perda total ou subtotal do olfato ou alteração conhecida como parosmia, que é a distorção do sentido olfativo e acarreta também algumas disfunções do paladar”, diz.

Outra sequela conhecida é a queda de cabelo, presente em 25% dos infectados. A Dra. Giovana Mori, dermatologista clínica, explica que a doença é caracterizada como perda capilar abrupta e difusa, se inicia, aproximadamente, entre a sexta e a oitava semana após o contágio.

Não menos importante, são as sequelas deixadas no âmbito psicológico do paciente. Foram notados aumentos dos episódios de insônia, cansaço físico e mental, alterações de humor, irritabilidade, lapsos de memória e piora nos quadros de ansiedade e depressão. “Alguns pacientes ainda lidam com a perda de entes queridos e a incerteza de retornar sua vida profissional devido as sequelas físicas e emocionais causadas pelo tempo de internação e necessidade de reabilitação”, adverte a psicóloga Flavia Lourenço.

Como visto, são várias as consequências deixadas pelo coronavírus, porém, os especialistas médicos estão em contínuo estudo de como tratar e lidar com essas decorrências. O mais importante é que o paciente pós-infectado, percebendo algum sintoma ou sinal, consulte seu médico o mais rápido possível. “Como em toda doença, o diagnóstico precoce é uma grande ferramenta no tratamento e cura”, finaliza a Dra. Amanda Abe.

Fonte: MCAtrês